PALESTRAS SOBRE MASCULINIDADES E VIOLÊNCIA ENCERRAM PROJETO “PFN E GÊNERO” – SINPROFAZ

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29 de março de 2021

PALESTRAS SOBRE MASCULINIDADES E VIOLÊNCIA ENCERRAM PROJETO “PFN E GÊNERO”


O projeto “PFN e Gênero: Sensibilização, Conscientização e Diálogos” marcou o Mês da Mulher com debates sobre raça, classe, tributação e vários outros temas. Para encerrar a série de eventos, o SINPROFAZ apresentou hoje (29) o webinar “Olhos nos olhos, quero ver o que você faz! – A construção das masculinidades e a análise psicológica da violência masculina”. O evento contou com a presença de representantes da Diretoria, da AGU e da PGFN, além dos palestrantes convidados. Assim como nos encontros anteriores, o webinar teve por anfitriãs a diretora Valéria Ferreira e a filiada Beatriz Pereira, idealizadoras do projeto e integrantes do Grupo de Saúde Mental PFN-SP. Para assistir à íntegra das palestras, acesse bit.ly/WebinarOlhosNosOlhos.

Representantes institucionais
Os diretores Achilles Frias, Giuliano Menezes, Ricardo Queiroz, Carlos Alexandre Torres e Sérgio Andrade compuseram a mesa do evento virtual, na qual o SINPROFAZ também foi representado pelo presidente José Ernane Brito. Ao abrir o webinar, o dirigente sindical agradeceu aos realizadores e apoiadores do projeto PFN e Gênero, ao longo do qual “foram lançadas sementes que dizem respeito a assuntos caros ao Sindicato. O SINPROFAZ tem grandes bandeiras internas e externas. Não vamos descurar dos temas raça, cor e gênero e seguiremos na luta constante. Neste Mês da Mulher, o nosso parabéns às procuradoras da Fazenda Nacional, servidoras e estagiárias que tanto colaboram com a PFN”.

Fabrício Da Soller, advogado-geral da União substituto, e Aleksey Cardoso, diretor do Departamento de Gestão Corporativa da PGFN, foram convidados para representar as Instituições nas quais atuam. Para Da Soller, o evento revelou “uma maturidade da Carreira, que se abre para temas não corporativos. Enquanto filiado, fico muito feliz pela iniciativa. É nosso papel, tanto na Administração como na entidade sindical, darmos a devida importância a essas temáticas”. Ao fazer uso da palavra, o também filiado Aleksey Cardoso parabenizou o SINPROFAZ pelo projeto e demonstrou “a satisfação em ver o Sindicato abraçar o tema ‘PFN e Gênero’. A preocupação sindical deve ir além das pautas econômicas e envolver o corpo funcional”.

Especialistas convidados
A palestrante Ana Lucia Gomes abriu as exposições. Fundadora e gerente de projetos da BeChange – Consultoria de Impacto Político e Social, ela é mestra em saúde coletiva pela UFRGS no campo da violência de gênero. De acordo com a especialista, dentro da cultura patriarcal em que vivemos, somos ensinados desde crianças a representar papéis definidos pelo gênero. A cultura machista, de dominação e opressão das mulheres, impõe, por exemplo, as características esperadas para o homem: ele deve ser forte, viril, invulnerável e provedor. “Essa masculinidade perversa tem consequências muito perigosas para os homens e também para as mulheres, que são vítimas de violência patrimonial, física e psicológica, de estupros e de feminicídios.”

O educador, sociólogo e filósofo Sérgio Barbosa deu continuidade às palestras. Barbosa é especialista em violência de gênero, masculinidades, sexualidade masculina e políticas públicas e, ao iniciar a exposição, destacou o grave problema da violência contra a mulher. “A pandemia do novo coronavírus revela uma outra pandemia: o de mulheres que são mortas, estupradas. E não por um desconhecido, mas, infelizmente, por alguém que conhece sua intimidade e rotina.” De acordo com Barbosa, as masculinidades representam um conjunto de expressões projetadas dentro de um padrão com o intuito de afirmar valores, legitimar atitudes e justificar pensamentos. O resultado desse processo é “um mundo de privilégios, que aceitamos como sendo naturais”.

Coube ao psicólogo Cristiano Costa fechar o ciclo de exposições. Coordenador do Projeto de Saúde Mental e Qualidade de Vida na PFN e sócio-administrador da Psych – Psicologia Clínica e Organizacional, Costa trouxe à mesa a Teoria dos Arquétipos, de Carl Gustav Jung, segundo a qual “Previamente ao que a cultura vai estabelecendo como comportamento aceitável para cada sexo, existe a questão da polaridade do psiquismo humano”. A primeira dessas dualidades, de acordo com Costa, é a do consciente e inconsciente, que se desdobra na polaridade masculino e feminino. “O pesquisador Erich Neumann trata do masculino e do feminino a partir de vieses que são realmente psicológicos: o humano é o mesmo, ainda que polarizado.”

Sorteios de livros
O encerramento do projeto “PFN e Gênero: Sensibilização, Conscientização e Diálogos” se deu com o anúncio dos ganhadores dos livros sorteados. As filiadas e o filiado contemplados foram Katia Aparecida de Oliveira, ganhadora da obra Mulheres de minha alma, de Isabel Allende; Maria Dionne de Araújo, contemplada com o livro Os homens explicam tudo para mim, de Rebecca Solnit; e Gabriel De Toledo e Souza, premiado com A princesa salva a si mesma neste livro, de Amanda Lovelace. Os sorteios representaram uma das perpectivas do projeto do SINPROFAZ: o incentivo à literatura feminina, por meio da divulgação de autoras que privilegiam o ponto de vista da mulher em suas obras. Agradecemos a todas e todos que concorreram aos livros!



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